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Pilates durante gestação

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Todo mundo sabe: fazer exercícios de barriga vazia não pode. O exercício físico demanda muita energia, mas ele não pega essa energia diretamente dos nossos estoques (ou seja, da nossa querida-só-que-não gordurinha): ele pega primeiro da digestão, dessa energia que está imediatamente disponível. Quando a demanda energética cresce, ele busca em outras fontes também, mas a fonte imediata é aquilo que acabamos de comer.

Quando estamos naquela pressa de emagrecer, pensamos que, se formos pra academia sem comer nada, forçaremos o corpo a queimar as gorduras diretamente. Só que isso pode não dar lá muito certo… Na verdade, é mais provável que a pessoa fique tonta, tenha uma fraqueza súbita e caia no meio da academia – ou mesmo até desmaie, batendo a cabeça num dos inúmeros aparelhos de lá. Inclusive no pilates para gestante, que parece ser muito mais suave do que os outros exercícios, não é sábio fazer de barriga vazia – ainda mais porque o metabolismo da grávida já está mais alto do que o normal e a necessidade energética é mais alta. Mas por outro lado, fazer exercícios de barriga cheia também não é o adequado. “Mas então… eu como ou não?”

Só um pouquinho…

A alimentação saudável é fundamental antes de um treino de pilates para gestante.Como já dissemos, é importante comer alguma coisa antes da malhação, mas não pode ser qualquer coisa, sob pena de sofrer as consequências. Por exemplo, se a fome for muita e você passar numa padaria e comer uma coxinha antes do treino, é muito provável que uma forte azia apareça durante os exercícios. Isso porque a coxinha é muito calórica, gordurosa, pesada e de digestão lenta. Ela custa a sair do estômago, por isso é que incomoda tanto.

Na maioria dos aparelhos de musculação, por exemplo, contraímos a musculatura do abdome para conseguirmos realizar o movimento da forma certa – principalmente se a carga foi aumentada há pouco tempo e ainda precisamos nos esforçar muito para erguê-la. Alguns exercícios, aliás, provocam uma contração tão forte e tão longa que, caso o estômago esteja cheio, pode provocar até vômitos. Mas na maioria dos casos, essas contrações vão “pesar” sobre o estômago, prejudicar o fechamento do esfíncter de entrada (a famosa “boca do estômago”) e forçar os alimentos para cima. Mesmo que a comida não volte, gases ácidos subirão pelo esôfago – e quem tem refluxo sabe bem como isso incomoda até pra pensar.

O ideal é fazer um lanche leve antes de ir malhar. Um copo de suco, uma fruta e uma fatia de pão integral com um presuntinho vai bem – se puder fazer esse lanche com meia hora de antecedência, melhor ainda, porque parte já terá deixado o estômago e você não sentirá aquele “peso” quando se exercitar. Essa dica vale também para as mamães que estão fazendo pilates para gestantes, principalmente porque, com o barrigão comprimindo o estômago, fazer exercícios depois de um lanche gigante pode ser bastante desagradável! Refluxos e azias já são comuns nessa fase da vida; se fizer exercício de barriga cheia, então…

Mas e depois do exercício?

Ainda que depois do treino é importante se preocupar com a alimentação.Depois um lanche reforçado passa a ser boa ideia – e até necessário. Como o gasto energético foi grande, o corpo precisa repor parte dele, além da água perdida com o suor e dos sais minerais que foram junto. Por isso, é importante um lanche mais completo ou mesmo uma refeição como um jantar. Mas atenção: você acabou de sair da academia mas, se for direto pra uma pizzaria ou sanduicheria, vai colocar todo o sacrifício a perder, viu? Nada de entrar no bacon, no ovo frito do x-egg ou na pizza 4 queijos. Se quiser mesmo um sanduba, prefira aqueles naturais – de preferência feitos em pão integral DE VERDADE.

Outra coisa importante: evite se “hidratar” com refrigerante, tanto antes do exercício quanto depois. Ingerido antes, ele pode formar bolhas de gás bastante incômodas no estômago, além de uma azia forte; ingerido depois, ele vai encher seu sangue de açúcar e outros produtos químicos que não ajudam em nada na manutenção do peso – aliás, ajudam sim: a ganhar mais peso. Talvez você não queira isso.

Importante: algumas pessoas ingerem somente frutas antes da malhação. Pode parecer saudável, mas na verdade pode ser arriscado. Frutas são compostas por água em sua maior parte e têm pouco carboidrato, que é fundamental para o fornecimento de energia durante os exercícios. Uma fatia de pão integral, ou mesmo uma barra de cereais, será suficiente para incrementar um pouco melhor seu lanche e dar mais condições de completar os exercícios até o final.

“Pode doce?” Doce tem carboidrato, mas tem mais é açúcar, além de gorduras. São coisas que você está tentando queimar do seu corpo – e não faz sentido ingerir mais ainda disso, não é? Ele dá energia, sim, mas dá um monte de coisas a mais que você não precisa. Se fizer muita questão, invista em chocolates com porcentagem mais alta de cacau – eles têm menos açúcar e mais energia.

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Pesquisa é a palavra de ordem desses tempos. Afinal, se antes não havia muita opção de escolha para nada (nem produtos nem serviços), agora as opções são tantas que ficamos completamente perdidos. Que sabonete é melhor? E lasanha congelada? E marca de carro? E empresa para trabalhar? E tecido para um belo vestido de casamento? E marca de tinta de parede?

Nem paramos para reparar, mas a verdade é que estamos hiper saturados de escolhas a fazer, e fazemos a maioria delas no automático. Mas algumas fazem a gente parar para pensar a respeito um pouco melhor, e isso acontece em momentos de mais relevância pessoal. O caso do vestido de casamento, da escolha do carro, assim como a melhor academia, a marca de berço para nossos filhos, marca de fralda… E por falar em academia, se tem uma coisa que frita os neurônios das futuras mamães candidatas a ginástica especializada é: qual é o melhor estúdio de pilates para gestantes aqui da cidade?

Procurando por nomes

É preciso pesquisar com bastante cuidado antes de escolher estúdio de pilates para gestante.Não é conveniente fazer ginástica em “qualquer academia”, apenas levando-se em consideração o preço das mensalidades ou a proximidade de casa – afinal, trata-se da nossa saúde! E isso é coisa muito séria, ainda mais no caso das mulheres que estão grávidas. Uma gestante não deve fazer pilates levando em conta critérios tão basais, pois isso pode colocar sua saúde e também a saúde do bebê em risco. O fisioterapeuta que cuida de mulheres nesse estado precisa ter muito domínio do assunto para garantir que vai deixá-las em forma, relaxadas e cada vez mais prontas para o parto (seja ele qual for).

Por isso, a primeira coisa a fazer é procurar por nomes de estúdios que ofereçam pilates para gestantes entre seus serviços – é bom lembrar que nem todo profissional oferece isso, por isso essa pesquisa é importante: para poupar tempo. As formas para fazer isso são: pesquisando na internet (aí vale ferramenta de busca, redes sociais, etc.), lista telefônica e a maior fonte de pesquisas conhecida: as amigas. Mesmo aquelas que não têm filhos certamente terão sugestões para dar pois pode ser que amigas delas, que já sejam mães, tenham comentado a respeito – e elas mesmas podem estar matriculadas em estúdios que ofereçam essa modalidade de ginástica. Quando tiver um bom número de nomes, aí sim é hora de escolher entre eles.

Critérios a perder de vista

Agora é a hora de você avaliar a sua situação e escolher o estúdio mais adequado com base nisso. Por exemplo, se o estúdio que pareceu bacana ficar mais longe de casa do que o esperado, você tem como ir às aulas no local em que ele está? Esse deslocamento pode causar transtornos como atrasos no trabalho, estudos ou nos afazeres de casa? Se a resposta for positiva pra qualquer uma dessas perguntas, é melhor escolher um que fique mais perto – inclusive para facilitar sua vida caso precise abrir mão do carro para ir de táxi, metrô, ônibus, etc..

Ao diminuir o raio de distância entre sua casa e o estúdio, já eliminamos algumas das várias possibilidades, não é? Então agora é hora de saber sobre os valores das mensalidades (aquelas que não tiverem problemas com valores podem pular esse parágrafo). Em geral, estúdios de pilates têm valor superior ao das academias de ginástica convencional, e trabalham com frequência de aulas reduzida; por exemplo, se numa academia você paga R$150,00 para frequentar todos os dias, pode ser que num estúdio de pilates você precise desembolsar R$220,00 para apenas duas aulas semanais de uma hora de duração. Sim, é bastante discrepante. Por isso, entre em contato com cada estúdio e tome nota dessas informações. Agora já dá pra selecionar aqueles cujo valor cobrado cabe no seu bolso.

É melhor pesquisar com cuidado para no fim optar pelo melhor lugar.E assim, com a lista já bem diminuída, vamos à próxima fase: pesquisar sobre os profissionais de cada um deles. Existem alguns sites oficiais que permitem a pesquisa por nome, especialidade e/ou CRF (equivalente ao CRM dos médicos, mas para fisioterapeutas). Dê uma conferida nas especialidades que esses profissionais acumulam e puxe pela memória: alguma de suas amigas comentou a respeito de algum deles? Que tipo de comentário foi? Positivo? Negativo? Juntando todas essas informações, você finalmente chegará ao estúdio ideal: perto (ou relativamente perto) de casa, com valor que se encaixa bem no orçamento e com profissional competente para cuidar de você e do bebê aí dentro.

Agora sim, a última fase: ir ao estúdio escolhido e conversar com o fisioterapeuta. Ele vai fazer um bocado de perguntas, então vá com tempo, ok? É provável que ele peça os exames que você já fez, como ultrassom, para se assegurar sobre suas condições e programar exercícios compatíveis com seu estado físico e fase da gestação. Agora só fica faltando definir dia e horário e pronto!

Dá um pouco de trabalho, mas vamos combinar: não dá muito mais tranquilidade saber que você e o bebê estão em boas mãos e sem sacrificar tempo nem dinheiro em excesso?

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No tempo das nossas avós, a gravidez não era vista como é hoje. As grávidas eram tratadas como chinesinhas de porcelana finíssima que podia se quebrar até com o esbarrar de uma pétala. O trabalho doméstico era dividido entre as outras pessoas da casa (fatalmente, outras mulheres… aqueles eram outros tempos…), as gestantes eram proibidas de pegar peso ou de fazer faxina muito pesada. Haviam crendices como evitar lavar os cabelos com frequência, tomar leite morno recém-tirado das vacas, evitar dormir como marido, etc. Exercícios? “Nem pensar! Grávida Não pode fazer esforço, tem que descansar até o dia do parto! Deixa ela quieta!”

Não é que dava tudo errado, mas com certeza alguns partos poderiam ter sido mais bem-sucedidos – e até mais rápidos – se as gestantes tivessem podido pelo menos se exercitar um pouco. Algumas caminhadas, ao menos, para fortalecer os músculos das pernas, da barriga e das costas (para segurar e equilibrar melhor o corpo). Mas com o tempo e o avanço da medicina, os próprios médicos foram mudando a maneira das gestantes e de suas famílias enxergarem a gravidez. As vantagens da realização de atividades físicas condizentes com cada fase da gravidez foram se tornando cada vez mais evidentes e o resultado é o que se vê hoje: gestantes fazendo caminhadas (algumas até correm), ginástica e até Pilates para gestantes nas academias especializadas. Muitas avós mais moderninhas acham isso tudo um barato mas outras com certeza ainda ficam horrorizadas!

Vestidas para malhar

As-gestantes-de-hoje-em-dia,-têm-mostrado-uma-rotina-bastante-saudável-para-fazer-todas-as-suas-tarefas.Não, as grávidas de hoje não se parecem mais com aquelas de antigamente. O ritmo frenético em que estavam antes da gestação continua até onde der: ainda vão trabalhar, ainda cuidam da casa, do marido e dos filhos (se já tiverem), ainda discutem com prestadores de serviço, reclamam da política atual, saem nas manifestações, vão sozinhas ao supermercado, dirigem para todos os lados… E cuidam tão bem do corpo que algumas só aparentam ser gestantes nos últimos dois meses!

A preocupação que viralizou por aí e que se tornou característica dos tempos atuais – o culto ao corpo – acabou atingindo estas mulheres que passam por essa fase tão especial da vida. Para algumas é terrível parecer grávida, pois gestação, para elas, é sinônimo de mulher gorda, empanturrada de comida e que não cabe em roupa nenhuma. Então, uma das primeiras providências que tomam é procurar o personal da academia de ginástica (que elas provavelmente já frequentam) e conversar sobre este novo momento e quais seriam os exercícios mais indicados. Para evitar riscos, em geral prefere-se a hidroginástica ou o Pilates para gestantes, cujos impactos podem ser melhor acompanhados e programados.

Saindo da academia, o próximo passo é procurar uma boa loja de roupas esportivas e comprar alguns conjuntos para usar durante a gestação, já que uma hora a barriga vai aparecer e não vai caber nos modelitos atuais. Em geral, as grávidas ficam mais confortáveis em conjuntos de malha de algodão, ou a dupla infalível leg + camisão folgado. Para a hidroginástica, não faltam maiôs normais oi maiôs de shortinho (aquele com pernas), com costura especial na região da barriga para que ela caiba sem ser comprimida.

Acessórios especiais

Independente da prática esportiva ou não, uma coisa comum a todas as gestantes é a dificuldade em sustentar o peso da barriga e em encontrar o novo ponto de equilíbrio. Afinal, nove meses pode parecer muito tempo, mas para o organismo é muito pouco. O crescimento é mais rápido do que a pele, por exemplo, está acostumada. A coluna e a musculatura toda precisa se adaptar diariamente à nova condição, e isso é uma tarefa árdua.

É-importante-a-gestante-utilize-acessórios-como-forma-de-aprimoramento-do-corpo-e-costume-as-suas-transformações.Por isso, o próprio mercado da moda, em união com obstetras e fisioterapeutas, criou alguns acessórios que podem ajudar muito no restabelecimento do equilíbrio e da postura correta. Uma delas são as lingeries especiais. A calcinha tem o cós bem alto para abraçar toda a barriga e, em alguns modelo, há uma faixa de tecido elástico posicionada de maneira que passe por debaixo da barriga e suba pelas laterais do corpo até as costas. É como se ela fosse uma cinta que sustenta a barriga.

Quem não gosta desse tipo de lingerie, pode contar com esse mesmo recurso, mas dessa vez a faixa compõe o visual da roupa. É uma faixa elástica (que pode ser colorida ou estampada) que se coloca sobre a cintura da calça (jeans, leg, tanto faz). A função dela é a mesma: ajudar a sustentar o peso da barriga. Com o peso dela sob controle, a postura fica mais reta e a coluna sofre menos sobrecarga.

Mas nada disso tira a importância dos exercícios – afinal, um corpo exercitado é muito mais forte e poderá, até, dispensar acessórios auxiliares como esta faixa. A musculatura treinada dará conta do recado, mantendo a postura do jeito certo e conservará a saúde da grávida.

E quando olhamos para algumas décadas atrás e vemos como as coisas eram, paramos para: “como elas faziam??”

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Estamos vivendo um momento de grande valorização do corpo. Seja pela estética, seja pela saúde – ou ainda por ambos -, a frequentação das academias é sempre grande, independente da localização das mesmas. Homens e mulheres de todas as idades e com todo tipo de objetivos inseriram os exercícios físicos orientados em suas rotinas diárias, mas já se nota a presença de públicos mais específicos como idosos, adolescentes e gestantes entre os aparelhos.

Na verdade, esse público específico habitualmente precisa de acompanhamento diferenciado devido às suas peculiaridades. Os idosos, por terem os ossos e a musculatura enfraquecidos pela ação do tempo sobre seus hormônios e também sobre seu vigor físico, nem sempre podem progredir da mesma maneira que um jovem adulto. Por isso, deve receber acompanhamento diferente dos demais praticantes. Também os adolescentes devem receber atenção extra, já que seu físico ainda não está plenamente consolidado e as lesões sofridas podem acarretar sequelas permanentes. E já as gestantes, devido à sua condição, costumam ser direcionadas para a modalidade de pilates para gestantes, uma série de exercícios especificamente desenvolvida para elas e de acordo com cada fase gestacional.

Especialidades de valor

É consenso que o comércio sempre busca atender, prioritariamente, ao grande público, padronizado, com gostos e necessidades parecidos; isso facilita a organização da cesta de produtos e serviços que oferecerão. Porém, em época de valorização do que é diferente e dos pensamentos e necessidades divergentes, atender ao que não é “padrão” se tornou uma maneira de diferenciar-se da concorrência.

As-academias-costumavam-ter-uma-estrutura-padronizada-com-as-outras.As academias, até pouco tempo atrás, só diferiam na cor do logo e no nome; por dentro, encontravam-se os mesmos aparelhos de ginástica, as mesmas cargas (pesos) e os mesmos tipos de modalidade de exercícios (em geral, esteira, musculação, séries aeróbicas e alguma modalidade de dança). Isso mantinha clientes específicos à margem das academias, como os idosos e as gestantes, frequentemente impedidos de frequentá-las por não haver profissional capacitado para acompanhá-los.

Agora, isso mudou – pelo menos nas melhores academias. O diferencial que importa não é mais o visual dos aparelhos comprados mas, sim, o tipo de profissional contratado. Além daqueles educadores físicos que orientam a maioria dos frequentadores, existem agora aqueles que se especializam em atividade física para a 3ª idade, além de especialistas em ginástica para adolescentes e também para gestantes (em geral, fisioterapeutas).

Assim, o que antes parecia um “gasto” sem retorno para os donos das academias, agora se provou lucrativo, já que esse tipo de diferencial atraiu um público com necessidades específicas de atividade física (muitas vezes por orientação médica) e que muitas vezes pode pagar um pouco mais por este serviço diferenciado. Se saem satisfeitos daquela academia, fazem a melhor propaganda do mundo lá fora, e de graça: o famoso boca-a-boca.

E a estrutura? Mesma coisa?

A-estrutura-da-academia-fará-toda-diferença-no-resultado-com-o-seu-corpo.Seria uma injustiça dizer que a estrutura não faz diferença, porque faz sim. Uma das características típicas de academias que espantam clientes é o espaço interno. Uma academia que “empilha” muitos aparelhos em um espaço pequeno normalmente desagrada à maioria deles, já que transmite a sensação de lugar fechado, claustrofóbico. Além do mais, esta atitude dificulta a circulação do ar no interior, aumentando muito a temperatura interna – sem contar na difusão daquele cheirinho de suor desagradável dos praticantes.

O espaço interno ideal permite que os aparelhos sejam organizados com pelo menos meio metro entre eles e formando corredores por onde ao menos três pessoas consigam trafegar sem dar trombadas. E se há espaço para que as pessoas transitem com liberdade, certamente há também para o fluxo de ar.

Algumas academias vêm usando aparelhos de ar-condicionado para deixar a temperatura interna mais confortável, especialmente em dias de muito calor. Entretanto, o que é visto como diferencial positivo pode se converter numa má ideia. O praticante não percebe mas, ao estressar a musculatura durante um exercício mais pesado, seu corpo direciona muito de sua energia para a reconstrução de fibras musculares lesadas (a chamada fase de “recuperação”) e, por causa disso, seu sistema imunológico fica temporariamente debilitado. Como um aparelho de ar-condicionado refrigera o ar do interior do ambiente, sem reciclá-lo com o ar externo, todas as bactérias ali presentes se mantém em constante circulação pelo ambiente. O resultado pode ser uma gripe generalizada entre vários praticantes daquela academia, ou outras doenças infectocontagiosas mais sérias.

Outros aspectos importantes são a iluminação e o som. Ambientes mal iluminados podem desestimular o exercício, por induzirem à sonolência (além de forçarem muito a vista). Além do mais, podem dificultar na hora de alterar os pesos dos aparelhos, já que muitas vezes esses pesos são de cor escura e trazem a indicação do peso em baixo-relevo. O som, normalmente músicas eletrônicas ou rock, devem estar em um volume confortável para que os praticantes o escutem e sejam estimulados por ele, porém não deve estar tão alto a ponto de precisarem conversar aos berros. A música alta demais, além de provocar danos de longo prazo aos ouvidos, podem provocar dores de cabeça e irritação. A observação rigorosa destes quesitos (luz e som) pode se tornar um importante diferencial da academia.

Todos estes são detalhes em série que merecem atenção especial, especialmente se o objetivo é destacar uma academia entre as demais.

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Em nenhum lugar do mundo isso é segredo, mais: atividade física faz bem pro corpo e pra mente, é ou não é? Mesmo quem moooorre de preguiça de fazer uma simples caminhada precisa reconhecer isso, mesmo que não goste. É porque é verdade mesmo: o exercício físico acelera o ritmo cardíaco (temporariamente, vale lembrar), eleva o metabolismo, evita o acúmulo de gorduras, queima as gordurinhas a mais, aumenta a produção de endorfinas (que dão uma onda gostosa de bem-estar) e muitas outras vantagens.

Todo exercício faz bem, mas é necessário – de verdade – que se procure por um médico antes de começar qualquer um. Pessoas aparentemente saudáveis podem escondem problemas de saúde importantes que elas mesmas não sabem que têm; afinal, quantas vezes já ouvimos a notícia de que um jogador profissional teve uma parada cardíaca em pleno jogo, por exemplo? Mesmo em jogos amadores, campinhos de pelada e quadras de clube, de vez em quando acontece uma fatalidade como essa. Na maioria das vezes, o esportista fazia uma atividade acima de suas condições físicas, ou tinha um problema de saúde que normalmente o impediria de praticar um exercício mais puxado.

Reduzindo os riscos

A-consulta-médica-será-fundamental-para-receber-instruções-sobre-qualquer-tipo-de-atividade.Por isso, a primeira coisa é procurar um médico e “dar uma geral”; pode ser um clínico geral ou um cardiologista. Diga que pretende praticar exercícios físicos (se já souber o tipo, informe também) e que quer saber se está tudo em ordem. Ele pedirá uma série de exames de rotina, como exames de sangue, talvez urina e fezes, talvez até radiografias para ver a situação das articulações. É importante que você informe a ele sobre doenças que você já tenha manifestado, crônicas ou não, e se usa algum tipo de medicamento de forma permanente. São dados importantes que ele vai juntar àqueles fornecidos pelos exames – e só então ele poderá dizer se está tudo liberado ou se há alguma restrição. Se ele achar melhor, pode encaminhar você a um especialista de outra área, por exemplo um ortopedista ou pneumologista. Se a paciente for gestante, pode ser que ela seja encaminhada para uma academia de pilates para gestantes, que é sempre preferível para mulheres com pouco hábito prévio de se exercitar.

“Mas pra que isso tudo, se até os profissionais têm problemas em pleno jogo??” Simples: esses casos são exceção. Muitos são os jogadores que ficam presos na peneira dos exames médicos, e nunca chegam a entrar em campo pois são dispensados de cara, dependendo do problema encontrado. Casos assim não são noticiados – até porque não há necessidade mesmo -, mas as mortes ocorridas em campo sempre assustam exatamente porque o rigor desses exames é bem conhecido. Então, pensamos: “mas como pode, se ele sempre fez exames médicos?”. São as exceções à regra. Algumas doenças ficam latentes e tão bem escondidas que, quando o jogador passa por um exame antes delas se manifestarem, não se encontra nenhum sinal delas. Covardia, não é?

Mas para nossa “sorte”, a maioria dos casos é detectável com exames de rotina, e logo tomamos conhecimento deles. Pode ser ruim descobrirmos uma doença que nos impeça de fazer certos exercícios, mas devemos ver a situação por outro lado: o que poderia acontecer se eu não tivesse descoberto isso antes? Muitas pessoas têm medo de ir a um consultório e descobrir que tem um problema de saúde, mas é melhor saber cedo para poder cuidar e controlar cedo também, não é? Assim, diminui-se o risco de ter complicações lá na frente porque sempre viveu como se não tivesse problema algum.

Confiança é tudo

Confiança-no-profissional-é-o-ponto-mais-importante-de-tudo.Esse talvez seja um dos pontos mais complicados: a confiança no médico que deu o diagnóstico. É hábito geral pedir informações e opiniões sobre um médico ou outro e, invariavelmente, recebemos informações opostas sobre eles. “Nossa, ele é muito bom! Indico ele sem medo!” ou “Dr. Fulano?? Nossa, corre dele, que ele quase operou o braço errado da minha tia”. E por aí vai. Mas acima dessas opiniões, é importante que VOCÊ sinta segurança no profissional – afinal é você quem está sendo atendido, não é?

Um bom médico deixa claro com suas palavra que tem domínio daquela especialidade e daquele assunto – e vai ser honesto o suficiente para encaminhá-lo a outro profissional se perceber que não está apto para aquele caso em particular. Isso não é sinal de incompetência mas, sim, de respeito como paciente (já pensou se ele resolve se aventurar no seu tratamento??). Porém, se você sentir uma pontada de insegurança, não hesite em procurar outro médico da mesma especialidade. Confronte o diagnóstico dos dois para ver se acha diferenças IMPORTANTES (pequenas diferenças são comuns). Um exemplo: um ortopedista recomenda que você faça natação e o outro diz que você está terminantemente proibido. Hein?? Como assim?? Melhor procurar um terceiro…

O importante é prevenir problemas e sempre buscar orientação médica antes de começar qualquer atividade física, mesmo que você se sinta bem. Assim você se garante melhor e se sente à vontade para “se jogar” no esporte!

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Muito se tem discutido ultimamente sobre os tipos de parto e qual seria o melhor para a mãe e o bebê. Especialmente agora, depois de uma resolução do governo para estimular o parto normal e reduzir o número assustador de cesarianas, a discussão reacendeu-se de maneira explosiva – e muita vezes apaixonada. São muitas as mulheres que defendem a cesárea, e tantas outras defendem o parto normal (ou seja, via vaginal).

Independente do tipo de parto, que certamente depende de um grande número de fatores e avaliações, em todos os casos é importante que a gestante se prepare para este momento. É comum pensarmos que apenas no caso do parto normal será necessária uma preparação física mas, na verdade, a cesárea também exige muito do corpo da mulher. É uma cirurgia de grande porte cuja recuperação correrá de maneira satisfatória se a mãe estiver com boa saúde – melhor ainda se tiver se preparado especificamente para esta época.

Preparação física

Não é novidade: um corpo que se movimenta e se exercita se sai bem em qualquer situação. Quando o assunto é gravidez e parto, então, nem se fala! A gestante que tem o hábito de praticar atividades físicas, mesmo que seja uma simples caminhada diária, sai na frente em relação aquelas que levam uma vida sedentária. E não é só pelo peso!

A-gestação-promove-um-intenso-e-árduo-processo-de-problemas-com-o-corpo.O corpo da mulher grávida sofre alterações muito grandes e em espaço de tempo muito curto. Imagine uma mulher que ganhe 12 quilos ao longo da gestação; numa média grosseira, isso significa quase 1,5kg por mês, durante nove meses. Considerando que a maioria engorda pelo menos 15 quilos, essa média sobe para 1,6kg. E o pior: quase sempre, esse peso é concentrado na região da barriga. Esse rápido ganho de peso sobrecarrega a coluna, que exige muito da musculatura das costas e da barriga para manter o equilíbrio do corpo – ou pelo menos, tentar. O organismo de uma mulher sedentária tem muito mais dificuldade e manifesta isso através de dores e câimbras frequentes.

Uma das formas de se preparar, caso caminhadas e academias não agradem, é praticar uma certa modalidade de Pilates, o Pilates para gestantes. Este tipo de exercício é direcionado inteiramente para a mulher grávida, levando em conta sua preparação física e fase da gestação. Quem já praticou Pilates alguma vez sabe que alguns exercícios são bastante puxados – e quem nunca fez uma aula dessas certamente já ouviu falar que “o bicho pega” em algumas séries. Mas não há razão para se preocupar: a modalidade para gestantes foi desenvolvida para que qualquer grávida possa praticá-la sem problema algum – e caso haja algum impedimento médico, é possível fazer adaptações individuais nos exercícios. É só levar a avaliação à fisioterapeuta para que ela estude o caso e faça os ajustes necessários.

Preparação psicológica

Engana-se quem pensa que apenas o parto natural exigirá equilíbrio da mulher na hora H, devido às dores e ao esforço necessário. A cesárea também exige muito equilíbrio emocional pois o ambientem querendo ou não, é hospitalar – ou seja, é esterilizado, mas não é “bonito”. Haverão vários profissionais lá dentro, mascarados e com aventais, manipulando instrumentos cirúrgicos diversos e marulho de monitores cardíacos, etc. A mulher estará presa na maca, sem reação a nada e totalmente entregue pela circunstância do parto, e isso pesa muito na mente dela.

A-preparação-para-essa-nova-etapa-da-vida,-precisa-ser-bem-trabalhada-em-todos-os-sentidos.Por isso, em qualquer tipo de parto é importantíssimo que a mulher tenha equilíbrio mental e psicológico para enfrentar essa etapa tão poderosa: a chegada do filho ao mundo e tudo que isso acarretará dali por diante. O apoio de psicoterapeutas pode ser de grande ajuda ao longo da gestação para a mulher se preparar para o parto e o puerpério, e também para manter a sanidade durante a gestação! Afinal, os hormônios vão entrar em polvorosa e as alterações de humor se tornarão uma realidade muito próxima, podendo deixar a vida da gestante – e de quem estiver por perto – um tanto mais difícil. A orientação de um profissional nessa fase é de suma importância.

Mas existem também os cursos de gestante, que reúnem várias grávidas para discutir seus medos, anseios, dificuldades, trocar dicas, trocar abraços… Estes cursos são uma grande experiência inclusive para os pais, que podem trocar relatos de experiências sobre suas mulheres e sobre si mesmos. Sim, porque os pais também “engravidam” nessa época, mas de outra forma – e isso é muito assustador para eles! Se eles tiverem ajuda para manter o equilíbrio nessa época, poderão ajudar suas mulheres (e poderão ajudar a si mesmo também! rsrs).

Portanto, voltamos a insistir: preparação para o parto é importante seja lá qual for a forma como o bebê vai nascer. Não deixe esse assunto para depois, pois quanto mais rápido começarem os preparativos, mais equilibrada estará no grande dia.