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Uma técnica inovadora.

Muitos devem se perguntar o que realmente significa a palavra Pilates, simplesmente por curiosidade ou por se interessarem pela história, desta técnica, que vem crescendo bastante ao longo dos anos. Na verdade, o nome Pilates advém de seu criador, Joseph Hubertus Pilates. Este alemão, nascido na cidade de Mönchengladbach e que viveu no final do século 18 até 1967, quando em vida desenvolveu estas aulas que conhecemos. No início, nem ele imaginaria que estaria revolucionando a medicina do corpo e criando uma aula, que viria a ser bastante procurada muitos anos mais tarde.

Joseph Pilates, o inventor da técnica que leva o seu nome.
Joseph Pilates, o inventor da técnica que leva o seu nome.

O embrião desta técnica se deveu ao fato de Joseph Pilates não querer passar o resto da vida com limitações ou preso a uma cadeira de roda, afinal ele sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Muitas complicações para uma única pessoa e tão jovem quanto ele, não?

Deste modo, tentando evitar este futuro que o esperava ou poderia a vir a sofrer, ele resolveu por conta própria estudar anatomia e a fisiologia humana, em conjunto com a medicina, alguns tratamentos e técnicas orientais, como o Yoga, artes marciais e a meditação.

Um visionário

Os aparelhos que são utilizados e praticamente todas as empresas que trabalham com o Pilates possuem e oferecem aos seus alunos, como o Reformer ou Studio Reformer e o Cadillac, por exemplo, ambos aparelhos que visam melhorar a postural corporal e o bem-estar da pessoa, são ideias que Joseph Pilates já havia pensando anteriormente durante os seus experimentos. Para se ter uma ideia de quão visionário ele era e enxergava esta técnica que ele acabara de criar como um bem que faria para a autoestima da pessoa, mas que apenas foi se aprimorando, ao longo dos anos, com o avanço da medicina e dos aparelhos, até chegar ao que conhecemos hoje em dia.

Muitos aparelhos se assemelham ao dia de hoje.
Muitos aparelhos se assemelham ao dia de hoje.

Obviamente, que em seu princípio, estes aparelhos rústicos eram preparados para se adequar as suas limitações físicas e superá-las a cada exercício. Basicamente, como a técnica de Pilates funciona, onde cada aula é desenvolvida individualmente, de acordo com a limitação da pessoa, com isso buscando superar este problema físico, tendo como objetivo final, a melhoria da qualidade de vida da pessoa. Assim como aconteceu com Joseph Pilates, que o levou a ter uma vida longa e saudável, através das aulas de Pilates, da ginástica e de mergulhos, outras duas atividades, das quais ele passou a praticar.

Por isso graças a ele, muitas pessoas atualmente conseguem superar algumas dores crônicas, com isso conseguem levar uma vida melhor e mais atlética, pois como se sabe o Pilates visa proporcionar mais saúde para a pessoa, algo já comprovado pela ciência e a medicina sobre a eficiência do Pilates neste combate diário para garantir um bem-estar melhor para muitas pessoas no Brasil e no mundo.

 

Pilates na gestação é possível fazer.

O número de interessados em fazer Pilates tem crescido bastante. Porém, assim como tudo, há exceções ou cuidados a serem tomados. No caso de mães grávidas as precauções são ainda maiores, afinal, como as aulas e as técnicas de Pilates trabalham bastante com alongamento, flexibilidade, força, consciência corporal, relaxamento e respiração, todo esse exercício exigindo demais do corpo como um todo e de uma região muito alterada, durante a gravidez, a região muscular do abdômen.

Pilates na gravidez é possível fazer.
Pilates na gravidez é possível fazer.

Claro, que as grávidas não precisam ficar triste ao ler isso. Pelo contrário, é possível fazer sim, mas antes de tudo é necessário passar por um médico ver as suas condições e se não trará nenhum prejuízo durante a gestação, por exemplo, na postura corporal, já que essa região já é bastante alterada durante esse período. Estando tudo certo, as aulas de Pilates na gravidez estão liberadas.

Pilates ajuda a mulher grávida?

Isso mesmo, apesar de ter uns contras, a prática do Pilates, por outro lado, ela pode ajudar muito a mulher grávida em dois aspectos e são eles: a contração dos músculos abdominais e do assoalho pélvico, dois lugares que com a gestação a tendência é ficarem mais flácidas. Somado a isso, como muitos exercícios são realizados na “posição de quatro”, onde se apoia normalmente os dois joelhos, as duas mãos ou cotovelos, tornando essa posição ideal para aliviar a pressão sobre as costas e bacias, outras regiões que sofrem muito durante a gravidez, uma vez que as costas da mulher tende ir para trás, de modo a se equilibrar melhor e aliviar o incomodo das costas. Algo que pode ser trabalhado com o Pilates.

Para a criança, o Pilates pode ajudar e muito. Mesmo não fazendo aula, afinal como a mãe trabalha a postura nas aulas, de certo modo, essas técnicas usadas acabam sendo um ótimo auxílio ao bebê a se movimentar na direção certa para a hora do parto.

Algumas dificuldades de fazer Pilates na gravidez  

Obviamente, que não será como uma aula normal.  A mãe que está esperando o bebê, precisa ter consciência de que as técnicas do Pilates, como já foi dito, atua muito com a região muscular do abdômen e da região pélvica da pessoa. No caso da mulher gestante, ambas as regiões são aquelas que sofrem bastante alterações, elas são mais alongadas para comportar o crescimento da criança. Porém, mesmo com essa adversidade não será problema, será necessário fazer apenas um esforço a mais durante as aulas. Tudo que com o tempo de rotina não ajude o corpo a se adequar a essa nova fase.

Algumas aulas são específicas para gestantes.
Algumas aulas são específicas para gestantes.

Vale dizer, que mulheres que nuca fizeram, o recomendado é evitar de fazer esse tipo de exercícios que exigem de uma parte do corpo bastante alterada, devido a gravidez, e além disso seu corpo não está acostumado com essas atividades e movimentos específicos. Contudo, se quiser fazer um teste, faça movimentos que forcem a região pélvica e abdominal, se não sentir incomodo, então não se preocupe que dá para fazer Pilates na gravidez.

Mas se você é daquelas que quer fazer, para se sentir bem, ter saúde, vale uma conversa com o professor da sua situação, que ele irá fazer alguns exercícios com mais cuidado e que não forcem muito aquela região mais utilizada durante as aulas. Fazendo isso, não terá problemas.

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Pilates: Uma Filosofia de vida.

A vida na cidade grande costuma ser bastante pesada. É muito estresse, muito trabalho, cuidado com os filhos e diversas outras responsabilidades que só aumentam ainda mais a carga em cima da pessoa. Mas onde entra a saúde ou melhor, o cuidado com ela? Aí está uma pergunta que muitas pessoas se fazem, porém, não conseguem chegar a uma resposta plausível para a situação. Muitas tentam fazer academia ou ginástica, imaginando que fazendo isso, podem realmente dar um basta nesse estresse ou pelo menos esquecer dos problemas naquela 1 hora e 30 minutos, 2 horas de muita ralação e correria, ás vezes sem muito sucesso.

Pilates para todas as idades.
Pilates para todas as idades.

Além da academia, uma outra atividade vem crescendo bastante entre as pessoas, o Pilates.  Esta aula foi criada com o objetivo de ajudar as pessoas, independente da idade, a se sentirem melhor com o seu corpo e a sua autoestima, através de aulas especificas para cada parte do corpo ou da mente. Uma delas é o estresse, muito comum nas pessoas que vivem nas grandes cidades. É verdade que uma das virtudes desta aula é ajudá-lo a ficar mais calmo. Porém, o que muita gente não sabe são os outros benefícios que o Pilates pode proporcionar ao aluno. O que será apontado e descrito nas linhas abaixo.

Cuidados com a saúde

As aulas de Pilates são preparadas de acordo com a turma e o problema especifico que a pessoas pretende corrigir ou melhorar. Podendo ser, desde dar uma diminuída no estresse, melhorar a postura corporal, autoestima e a soma de todos esses, a qualidade de vida/saúde. Muitas pessoas que procuram uma aula de Pilates vão com esse objetivo, melhorar a sua saúde, acreditando e com razão, que após algumas sessões já vai estar muito melhor.

Benefícios do Pilates para a saúde.
Benefícios do Pilates para a saúde.

Sintetizando, o que a pessoa quer e vai em busca mesmo são os benefícios que o Pilates traz para o corpo humano. Ele ajuda a aperfeiçoar e condicionar os músculos do corpo, prevenir doenças cardiovasculares, que podem ser causadas pelo estresse muito alto na pessoa, o próprio estresse, prevenir fraturas ocasionadas pela osteoporose e amenizar dores.

Mas vale dizer, se você já é praticante de alguma atividade física ou faz musculação, não precisa cancelar a sua aula ou parar com as suas outras atividades. O Pilates pode servir como um completo, algo que irá ajudá-lo no dia a dia ou até mesmo a condicioná-lo mentalmente e fisicamente, por que não, afim de ajudar a ter um avanço e se sentir bem com a musculação, por exemplo. O importante é levar o Pilates, depois de iniciado, como uma Filosofia de vida.

Precauções

Apesar dos benefícios que o Pilates traz para o ser humano, é preciso tomar alguns cuidados e precauções. Nem todo mundo pode fazer, por isso antes de se inscrever em alguma aula, consulte um médico para saber se pode fazer e se o Pilates irá ajudar no controle ou combate aquele problema que você possa ter. Lembre-se, saúde é bom, faz bem para a alma e o corpo, mas fazendo errado, ao invés de ajudá-lo, isso pode se voltar contra você e agravar ou trazer algum problema futuramente.

Algumas pessoas que precisam tomar cuidado e consultar um médico antes. Mulheres grávidas, precisam de uma autorização médica, de que está apta para realizar as aulas. Pessoas com hérnia, também precisam tomar cuidado. Em ambos os casos, será preciso fazer uma aula ou exercícios específicos para a pessoa, a fim de corresponder ao que ela necessita e busca com o Pilates.

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Desde novinha, eu já sabia o que queria: cuidar de pessoas que estivessem com dor. EU tinha isso muito claro na minha cabeça, e acho que foi porque minha avó tinha muitos problemas no sangue e nos ossos. Vivia com dor, coitadinha. E por isso, acabou tendo um passamento muito sofrido. Aquilo me impactou muito. Não a vi falecer, mas vi quando a levaram para o hospital poucos dias antes, e ela sofria muito. “Vou ser médica e vou curar a dor de todo mundo!”, dizia eu, aos 5 anos de idade.

Professora mostra exercício para pilates
Professora mostra exercício para pilates.

E lá fui eu ficar maiorzinha, estudar muito, sempre pensando no curso de Medicina. E cresci o suficiente para tentar entrar em uma boa universidade e me tornar uma ótima médica. Podia seguir na anestesiologia ou na reumatologia! Aquilo me animava. Mas o tempo passava e eu não conseguia nota para entrar numa boa Medicina. Mas na terceira chance, consegui vaga para um excelente curso de Fisioterapia. Confesso que não fiquei muito empolgada, mas vi ali a chance de ajudar a amenizar a dor de muitos pacientes. Quem sabe poderia abrir uma clínica especializada, com pilates e massagens terapêuticas? Respirei fundo, fiz o sinal da cruz e fiz minha inscrição.

Eita aperto!

Cruzes, como sofri no curso!! A gente vê o fisioterapeuta atuando e pensa que aquilo tudo ali é tão fácil de fazer, tão intuitivo… que nada… Nas aulas de anatomia, levei duas semanas até parar de desmaiar com o cheiro do formol dos cadáveres – ou seja, foram duas semanas em que praticamente não tive aula de anatomia, já que nem conseguia me manter acordada! Mas a visão não me chocava em nada, realmente. Mas era cada nome de estrutura pra decorar… Jesus…

E nas aulas de neurologia, então?? “Hoje vamos estudar as células de Purkinje”, disse o professor. “Como é que é, camarada?? Quem é esse cara e por que pegaram as células dele?”. E aprendi que existem vários tipos de neurônios e cada um com uma função e funcionalidade específicas, formatos diferentes, patologias específicas (aliás, estudar patologia é outra aventura)… Eu olhava praquilo e ficava perdida! Mas quando via a mesma cara de assustado nos meus colegas, eu ficava tranquila. Me sentia menos tapada. E ficava imaginando como seriam aquelas mesmas disciplinas no curso de Medicina… Eu hein? E a clínica de pilates e massagem me parecia cada vez mais atraente.

Com muito esforço, eu consegui ir galgando meu caminho por dentro do curso – e ainda encontrava tempo para participar de um congresso aqui, um simpósio ali, um seminário sobre dor acolá… O tempo foi passando no ritmo dele e eu fui aprendendo no meu. É engraçado, mas o curso parecia ir ficando mais fácil à medida em que avançava. Meu orientador diz que é porque os termos já estavam familiares pra mim, e já não precisava me lembrar sobre suas definições quando uma outra matéria os convocava. Gostei de ouvir aquilo.

Formei!!

Uhuuu! Me formei!! Mas nem sabia por que estava comemorando, afinal o mercado de trabalho estava uma dureza danada. Teria problemas pra começar a trabalhar. E de fato, forma muitos meses até que uma clínica de pilates me chamasse pra uma entrevista. Na verdade, ela foi uma das primeiras onde deixei meu currículo, mas o quadro estava todo preenchido e não teve jeito de me absorverem. Só me chamaram tanto tempo depois porque uma massagista havia se mudado de cidade e a vaga ficou em aberto. “Massagista… sei…”. Pensei comigo: cinco anos de curso superior pra ir trabalhar e massagista?

Alunos fazem trabalho com bola, durante aula de pilates
Alunos fazem trabalho com bola, durante aula de pilates.

Pois é. Eu tinha um baita preconceito, mas hoje eu sei como a coisa funciona. Massagem não é carinho, muitas vezes ela é solução pra dor, solução pra inchaço, solução pra pós-operatório. E fui ficando. De vez em quando substituía a gerente no pilates – e mandava bem! Com quase dois anos, participava e atendia ativamente aos dois serviços, e os clientes em geral me elogiavam. Antes de completar dois anos e meio, ela me convidou para ser sócia numa nova unidade que ela ia abrir. Recuei. Meu negócio é atender pessoas com dor, e não tenho perfil de investidora nem administradora. Mas segui com ela – e com meus pacientes queridos, que sempre me procuram quando sentem dores!

AMO essa profissão!

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Sempre tive problemas com o peso. Dede novinha, eu comia quase que compulsivamente, o tempo todo, e comia qualquer coisa: se tinha frutas, eu comia; se tinha doces, eu comia; se tinha pão puro sem manteiga, não importava, eu comia também. Lembro de um professor me dizendo, aos nove anos de idade: “menina, toda vez que olho para você, você está mastigando!”. E era verdade, eu estava mesmo.

O tempo passou, me tornei uma adolescente com muito peso e pouca autoestima. Via minhas amigas e colegas em vestidos mais justinhos exibindo corpos muito bonitos, e eu usando aqueles vestidões de balaio, que não podiam encostar no corpo para não mostrar meus contornos opulentos. Um dia resolvi virar o jogo, mas sem perceber, já havia danificado meus joelhos, e não consegui fazer nem uma caminhada curta direito. Resultado: teria que começar com atividades mais controladas antes de qualquer outra. Por orientação do ortopedista, me matriculei no pilates para dar uma fortalecida na musculatura, principalmente nas regiões dos joelhos, tornozelos e quadril.

Eta, comecinho complicado…

PilatesConfesso a vocês: que começo difícil! Eu ia três vezes por semana ao pilates, fazia os exercícios direitinho, mas demorou para eu sentir diferença. Afinal, o pilates é uma atividade física que vai aos poucos trabalhando os músculos. Prova disso é que a fisioterapeuta me perguntava se eu estava sentindo alguma dor, e nunca estava – e quando me colocava para subir uns degraus, doía. Aí ela diminuía o degrau, ou colocava mais molas para o exercício ficar mais fácil. Aí sim parava de doer. Mas nos dias seguintes, era a mesma coisa.

Um dia, ela percebeu que eu estava entediada até o mais profundo da minha alma e sentiu que eu estava a ponto de desistir – especialmente quando comecei a chegar atrasada e faltei uma ou duas vezes sem justificativa. Ela então alterou os exercícios – uns ela deixou mais intensos, outros ela aboliu e substituiu por novos. Melhorou pela novidade, mas eu ainda estava meio entediada. “De que tipo de música você gosta?”, ela perguntou.

Aí ela passou a colocar músicas que eu gostava para treinar. As mais lentas ela tirou da playlist, deixando só as intermediárias e as mais agitadas, e me orientava, de acordo com o exercício, a fazer as repetições no ritmo da batida. Aquilo foi deixando as aulas mais interessantes, e meu ânimo mudou.

Aí, um dia…

Pessoa correndo… veio um colateral daquela agitação toda que eu não estava esperando: comecei a ficar agitada. Fui sedentária a vida toda, mas comecei a sentir um incômodo tremendo nas pernas. Era uma vontade maluca de sair andando, correndo por aí, de qualquer jeito, independente dos meus compromissos! E eu não entendi nada daquilo. Aliás, pensei até que fosse uma ansiedade qualquer.

Cheguei a comentar isso com a fisioterapeuta do pilates, que deu uma risada e me falou que aquilo estava parecendo uma wanderlust. “O quê?!” Nunca tinha escutado aquela palavra na vida. Ela disse que é uma palavra alemã que significa uma vontade incontrolável de viajar, de estar em qualquer outro lugar, mas em movimento; é uma vontade que se manifesta incomodamente nas pernas, que ficam agitadas, querendo se mexer. No meu caso, talvez não fosse vontade de viajar, mas era uma vontade de me mover, me exercitar. Fiquei intrigada com aquilo e fui testar numa pista de atletismo que tinha ali perto. Dei duas voltas logo de cara! Eta colateral porreta, esse! A fisioterapeuta treinou minha cabeça, sem eu notar, pra gostar – e querer – que o corpo se exercitasse!

Daí para a frente foi fácil perder o peso que eu queria, pois passei a desejar os exercícios. Levei um tempo, mas consegui. Ainda bem que não desisti!