Pilates – Quem não pode fazer?

Pilates – Quem não pode fazer?

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Muito se tem falado sobre os benefícios da prática esportiva. Na tv, quase todos os dias tem algum programa comentando sobre esse assunto, mencionando um esporte específico, ou modalidades da moda nas academias, ou os benefícios do esporte de uma maneira generalizada. Estes são tempos em que a forma física é muito valorizada, bem como a saúde que vem junto com ela e, por isso, as academias e ginásios têm sido muito procurados. Mas para quem não gosta (ou não pode) das atividades mais “clássicas”, há a opção do pilates, uma modalidade de baixo impacto que visa manter o organismo equilibrado, fortalecido e em ordem.

Porém, algumas pessoas têm problemas de saúde que podem criar dúvidas em suas cabeças: “será que posso praticar alguma atividade física com esse problema que tenho? Será que posso pilates”. Em geral, são pessoas que sofreram algum trauma mecânico, como acidentes automobilísticos, no trabalho ou mesmo durante alguma atividade física – e que tenha sido sério o suficiente para gerar uma certa insegurança. Outras pessoas têm essa dúvida devido ao seu sobrepeso e a sobrecarga que suas articulações podem vir a sofrer. Afinal… existe mesmo alguma condição que impeça uma pessoa de praticar pilates?

Pilates para organismos machucados

pilates-fisioterapiaProblemas ortopédicos, de modo geral, costumam criar alguns impedimentos para a prática esportiva, independente de sua origem (acidente, ferimento esportivo, genética, etc.). Por exemplo, a maioria dos esportes conhecidos costuma ser contraindicado para indivíduos que desenvolvem condromalácia (que é a deterioração da cartilagem atrás da patela, o ossinho do joelho), principalmente quando o esporte é de impacto, como basquete ou corrida. Para indivíduos com esta condição, o pilates é um forte aliado no tratamento do problema, pois fortalece a articulação do joelho como um todo (músculos e ligamentos) e a estabiliza. Enquanto isso, os medicamentos prescritos estimulam o organismo a “refazer” a cartilagem deteriorada.

Algumas pessoas nascem com uma condição chamada hipermobilidade – ou hiperflexibilidade. Pessoas com esta condição encontram muita dificuldade em esportes de movimentos amplos e precisos como tênis ou vôlei. Isso porque as articulações permitem um movimento dos membros muito mais amplo que o normal, exigindo da musculatura uma força que ela não tem para manter o membro firme no movimento. Por exemplo, um atleta hiperflexível que tenta dar uma “cortada” no vôlei não vai conseguir realizar o movimento com o braço reto – ele fará um movimento de “chicote” no ar, o que atrapalha muito o ataque. Neste caso, ele pode ajudar a reforçar a musculatura em foco; não será possível “normalizar” a condição do atleta, já que a questão é congênita, mas é possível melhorar muito seu desempenho.

Acidentados que sofreram danos na coluna também encontram muitas restrições para práticas esportivas. Para estes, ele é uma grande oportunidade de fortalecer a coluna e a musculatura envolvida, de maneira que seu organismo se reequilibre e sua qualidade de vida melhore.

Pilates para o sobrepeso

pilates-nao-emagrecimentoO pilates não tem como finalidade o emagrecimento, já que ele não tem sequências aeróbias – logo, jamais será indicado para que uma pessoa perca peso. Entretanto, quando uma pessoa obesa e sedentária passa a frequentar um estúdio de pilates, seu metabolismo apresenta uma pequena acelerada (afinal, antes era sedentária) e isso, aliado a uma reeducação nutricional orientada, pode fazer, sim, com que o indivíduo perca peso. Com isso, ganha-se uma nova disposição no dia a dia já que a resposta do organismo é muito positiva (sem contar a sensação de bem estar) e muitas vezes o indivíduo acaba por passar a frequentar uma academia de ginástica – onde conseguirá perder peso com mais velocidade. Ou seja, essa ginástica é o início do caminho para quem tem sobrepeso e deseja emagrecer com saúde.

Algumas condições clínicas podem tornar necessárias algumas adaptações no pilates mas, em geral, qualquer indivíduo pode praticá-lo. Hipertensos devem ser monitorados de perto pois certos movimentos podem causar picos de pressão, especialmente se realizados em apneia (segurando a respiração para ter mais força). Indivíduos com hérnia de hiato também precisam ser orientados, em especial em movimentos que usem muito a musculatura do abdome, como nos abdominais. Isso porque um esforço muito grande em pessoas com esta condição podem provocar grandes refluxos.

O importante é explicar ao fisioterapeuta todo e qualquer problema de saúde que se tenha, para que ele desenvolva sequências de exercícios que ajudem o indivíduo a alcançar os objetivos necessários sem prejudicar a saúde piorando problemas pré-existentes. E uma coisa fundamental: CONFIE no fisioterapeuta. Ele saberá quando alterar um exercício, interromper, aumentar ou reduzir a carga – ou até mesmo, conforme o caso, desaconselhar que o aluno continue realizando pilates, encaminhando-o a um especialista (por exemplo, se notar que um problema ortopédico pré-existente está ficando pior com a prática do pilates).

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