Pilates

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Nem todo mundo conhece o Pilates ou reconhece-o como uma técnica efetiva de ginástica. Desenvolvido por Joseph Pilates, em meados de 1920, a intenção da técnica era ajudar o seu próprio desenvolvedor com os problemas de saúde que sofria na época, melhorando o controle muscular e aplicando uma série de outros benefícios para a saúde.

De alguns anos pra cá, praticar o Pilates se tornou um hábito cada vez mais usados por mulheres de todos os tipos de idade. Mas o que a galera não sabe, é que o método é aplicável para muitas outras questões do que simplesmente estar em dia com a prática de um ginástica. Pensando nisso, podemos destacar 3 situações em que a sua utilização será fundamental para o resultado do bem estar do seu corpo.

1) Praticar o Pilates na gestação

praticar-o-pilates-na-gestacaoExistem muitos tabus durante o período gestacional de uma mulher. Um deles, é a afirmação de que uma grávida não pode fazer muitos exercícios físicos. O que na verdade, não passa de um grande desconhecimento por parte do censo comum.

Especificamente sobre o Pilates, praticá-lo durante a gestação significa garantir um período muito mais saudável para a mulher e para a própria gravidez. O melhor de tudo, é que o resultado é ótimo durante a gestação e posterior a ela, já que a gestante estará trabalhando métodos específicos para a sua classe nesse período.

2) A idade chega para todo mundo, a velhice não!

Não adianta sentar no sofá e culpar a sua idade por todas as alterações e limitações que o seu corpo tem ganhado ao longo dos últimos tempos. Quem nunca se propôs a começar uma ginástica, academia, caminhada ou coisa do tipo, e a ideia acabou não acontecendo? Por conta disso, este método pode ser uma ótima ideia (não somente para o público feminino, mas para homens também!) para que as alterações do seu corpo não dominem o controle de suas ações.

3) Pilates para manter a boa forma com o corpinho? Sim, claro.

pilates-boa-formaE não poderia faltar o grande benefício clássico, para te motivar a fazê-lo. Estar confortável com a balança. Existem uma série de exercícios extremamente eficientes que podem te ajudar a entrar em um ritmo bacana com o organismo e manter-se dentro dos padrões saudáveis.

Por isso, é importante conhecer o método e se possível até visitar um Studio profissional para conhecer as categorias, e tudo aquilo que ele tem a nos oferecer.

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A partir do momento em que a internet se tornou algo mais comum nos lares brasileiros do que os próprios telefones fixos, começou também a tendência a expor de tudo nas redes sociais. Afinal, com um único clique, fazemos com que centenas (milhares?) de pessoas saibam se estamos acordando agora, o que estamos comendo, se estamos conseguindo seguir nossa dieta, se engordamos, se nos casamos, se estamos viajando… Antes era necessário ligar para os amigos mais próximos para contar essas coisas e esperar que eles espalhassem as “notícias”, mas agora ficou fácil demais. Com os celulares com câmera, fazemos pose em frente ao espelho da academia, empinamos o traseiro e fazemos a internet conhecer nosso novo shape corporal – não que seja necessário, mas satisfaz nosso ego, então o fazemos.

E com isso, acontece de muitas gestantes colocarem fotos de si mesmas no estúdio fazendo pilates para gestantes, ou mesmo na academia mandando ver nos pesos. Ou então, ao sair da maternidade com nosso recém-nascido no colo, exibimos uma barriga chapadíssima como se nunca houvéssemos ficado grávidas, talvez numa tentativa de mostrarmos como nosso corpo é tão malhado que voltou ao normal no mesmo dia (e matar azamiga de inveja). É ou não é? Mas cá entre nós: é mesmo necessária essa exposição toda? É mesmo necessária essa preocupação com o corpo durante uma fase tão importante e emocional quanto a gestação?

Nem tanto ao mar…

A gestação é uma fase de enorme impacto na vida de qualquer mulher e, apesar de parecer extensa, ela é muito, muito curta. Os nove meses da gravidez passam num relâmpago e cada minuto que deixamos de curtir este momento tão precioso é um minuto perdido pra sempre.

exercicios-gestacaoObviamente, a gestação implica em grandes alterações no corpo, sendo que algumas podem permanecer por toda a vida, como as estrias (ainda que já existam tratamentos que, se não as eliminam, ao menos as atenuam). A alteração mais óbvia é o aumento da barriga e dos seios, para comportar o bebê e as glândulas mamárias, que estarão aumentadas e precisarão armazenar o leite materno. Até aqui, tudo bem?

Para algumas mulheres, não. Nesses dias em que a vaidade e a aparência parecem ser mais importantes do que a conduta, essas alterações provocam verdadeiras aberrações no espelho de muitas mulheres. O medo de engordar, de ter estrias, de ficar flácida e outros receios do tipo podem fazer uma mulher excessivamente vaidosa se recusar a engravidar – já se viu casos de mulheres que não amamentaram para que o leite secasse logo e os seios voltassem ao tamanho normal depressa!

É importante que a mulher saiba que, ao menos nessa fase, a preocupação com a aparência não deve ficar tão em primeiro plano assim. Claro que não é necessário andar desleixada por aí, mas estes excessos de preocupação sobre o peso e a circunferência abdominal devem ser pensados depois. Neste momento, o correto é garantir sua saúde e a saúde da criança que está em seu ventre – depois do parto, aí sim, volta-se a pensar na aparência.

… nem tanto à terra

fazer-pilates-durante-a-gestacaoMas também existem aquelas mães que praticamente se abandonam durante a gestação. Mães que acreditam na máxima “comer por dois”, deixam de cuidar dos cabelos, partem pra cima das guloseimas e abdicam dos alimentos saudáveis, evitam qualquer sugestão sobre fazer pilates para gestantes ou mesmo a mais simples das caminhadas. Isso também não é bom.

A essas, devemos lembrar que a alimentação precisa conter alimentos mais saudáveis e em quantidades balanceadas porque você não está apenas se nutrindo mas, também, nutrindo seu bebê. E se ele só receber guloseimas, pode já vir a esse mundo com problemas muito sérios de saúde relacionados ao excesso de colesterol e de açúcar em seu sangue (que passa para o dele de imediato). Isso se não houverem problemas ainda na gestação como eclampsia ou pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e outros.

Os exercícios também não devem ser postos de lado, já que auxiliam seu corpo a se realinhar para aguentar o constante crescimento da circunferência abdominal, o aumento de peso e o novo centro de gravidade (a barriga volumosa força a coluna e os exercícios ajudam muito nessa fase). Se não houver disposição – mental ou financeira – para se matricular num estúdio de pilates para gestantes, considere fazer aulas de hidroginástica ou, pelo menos, uma caminhada diária de meia hora. Neste último caso, lembre-se de usar tênis apropriados: nada de rasteirinhas ou chinelos, porque vão transmitir todo o impacto dos passos para sua coluna e sua barriga.

Durante a gestação, o que deve imperar é o bom senso. Exageros em qualquer aspecto podem ser potencialmente perigosos nessa fase. Se cuide!

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Muito se tem falado sobre os benefícios da prática esportiva. Na tv, quase todos os dias tem algum programa comentando sobre esse assunto, mencionando um esporte específico, ou modalidades da moda nas academias, ou os benefícios do esporte de uma maneira generalizada. Estes são tempos em que a forma física é muito valorizada, bem como a saúde que vem junto com ela e, por isso, as academias e ginásios têm sido muito procurados. Mas para quem não gosta (ou não pode) das atividades mais “clássicas”, há a opção do pilates, uma modalidade de baixo impacto que visa manter o organismo equilibrado, fortalecido e em ordem.

Porém, algumas pessoas têm problemas de saúde que podem criar dúvidas em suas cabeças: “será que posso praticar alguma atividade física com esse problema que tenho? Será que posso pilates”. Em geral, são pessoas que sofreram algum trauma mecânico, como acidentes automobilísticos, no trabalho ou mesmo durante alguma atividade física – e que tenha sido sério o suficiente para gerar uma certa insegurança. Outras pessoas têm essa dúvida devido ao seu sobrepeso e a sobrecarga que suas articulações podem vir a sofrer. Afinal… existe mesmo alguma condição que impeça uma pessoa de praticar pilates?

Pilates para organismos machucados

pilates-fisioterapiaProblemas ortopédicos, de modo geral, costumam criar alguns impedimentos para a prática esportiva, independente de sua origem (acidente, ferimento esportivo, genética, etc.). Por exemplo, a maioria dos esportes conhecidos costuma ser contraindicado para indivíduos que desenvolvem condromalácia (que é a deterioração da cartilagem atrás da patela, o ossinho do joelho), principalmente quando o esporte é de impacto, como basquete ou corrida. Para indivíduos com esta condição, o pilates é um forte aliado no tratamento do problema, pois fortalece a articulação do joelho como um todo (músculos e ligamentos) e a estabiliza. Enquanto isso, os medicamentos prescritos estimulam o organismo a “refazer” a cartilagem deteriorada.

Algumas pessoas nascem com uma condição chamada hipermobilidade – ou hiperflexibilidade. Pessoas com esta condição encontram muita dificuldade em esportes de movimentos amplos e precisos como tênis ou vôlei. Isso porque as articulações permitem um movimento dos membros muito mais amplo que o normal, exigindo da musculatura uma força que ela não tem para manter o membro firme no movimento. Por exemplo, um atleta hiperflexível que tenta dar uma “cortada” no vôlei não vai conseguir realizar o movimento com o braço reto – ele fará um movimento de “chicote” no ar, o que atrapalha muito o ataque. Neste caso, ele pode ajudar a reforçar a musculatura em foco; não será possível “normalizar” a condição do atleta, já que a questão é congênita, mas é possível melhorar muito seu desempenho.

Acidentados que sofreram danos na coluna também encontram muitas restrições para práticas esportivas. Para estes, ele é uma grande oportunidade de fortalecer a coluna e a musculatura envolvida, de maneira que seu organismo se reequilibre e sua qualidade de vida melhore.

Pilates para o sobrepeso

pilates-nao-emagrecimentoO pilates não tem como finalidade o emagrecimento, já que ele não tem sequências aeróbias – logo, jamais será indicado para que uma pessoa perca peso. Entretanto, quando uma pessoa obesa e sedentária passa a frequentar um estúdio de pilates, seu metabolismo apresenta uma pequena acelerada (afinal, antes era sedentária) e isso, aliado a uma reeducação nutricional orientada, pode fazer, sim, com que o indivíduo perca peso. Com isso, ganha-se uma nova disposição no dia a dia já que a resposta do organismo é muito positiva (sem contar a sensação de bem estar) e muitas vezes o indivíduo acaba por passar a frequentar uma academia de ginástica – onde conseguirá perder peso com mais velocidade. Ou seja, essa ginástica é o início do caminho para quem tem sobrepeso e deseja emagrecer com saúde.

Algumas condições clínicas podem tornar necessárias algumas adaptações no pilates mas, em geral, qualquer indivíduo pode praticá-lo. Hipertensos devem ser monitorados de perto pois certos movimentos podem causar picos de pressão, especialmente se realizados em apneia (segurando a respiração para ter mais força). Indivíduos com hérnia de hiato também precisam ser orientados, em especial em movimentos que usem muito a musculatura do abdome, como nos abdominais. Isso porque um esforço muito grande em pessoas com esta condição podem provocar grandes refluxos.

O importante é explicar ao fisioterapeuta todo e qualquer problema de saúde que se tenha, para que ele desenvolva sequências de exercícios que ajudem o indivíduo a alcançar os objetivos necessários sem prejudicar a saúde piorando problemas pré-existentes. E uma coisa fundamental: CONFIE no fisioterapeuta. Ele saberá quando alterar um exercício, interromper, aumentar ou reduzir a carga – ou até mesmo, conforme o caso, desaconselhar que o aluno continue realizando pilates, encaminhando-o a um especialista (por exemplo, se notar que um problema ortopédico pré-existente está ficando pior com a prática do pilates).

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O corpo humano é, sem dúvida, uma das máquinas mais engenhosas já concebidas. Tudo neste organismo se relaciona com tudo: do cérebro às unhas dos pés, cada função de cada órgão está intimamente ligada às funções dos outros órgãos, mesmo que aparentemente não tenham relação alguma. Nesse exemplo, uma unha encravada no dedão do pé faz soar um alerta no cérebro, indicando que tem algo errado acontecendo ali. O cérebro, então, ordena um ataque massivo de células de defesa, nossos glóbulos brancos presentes no sangue, àquela inflamação. O local fica inchado, avermelhado, devido à batalha ali travada – e às vezes a coisa fica tão feia que nossa temperatura corporal se eleva. O dedo incha, provocando um incômodo para pisar – e isso é de propósito, exatamente para que não pioremos a situação andando como se não houvesse nada de mais acontecendo. O mecanismo interessantíssimo da dor é sempre um alarme que indica que tem coisa errada aí.

Mas nem toda dor acontece quando tem algum problema acontecendo. As dores do parto, por exemplo, indicam o acontecimento de uma coisa maravilhosa: o filho está chegando ao mundo após nove meses de intensa multiplicação e organização celular no interior do ventre da mãe. Estudos indicam que o momento certo de nascer é indicado pelo cérebro da criança, o qual, através do envio de hormônios pelo cordão umbilical, dispara a produção de ocitocina do corpo da mãe, o que inicia o trabalho de parto. Aliás, este é um dos motivos pelos quais se defende que, mesmo se a mãe optar por parto cesariana, que ela ao menos aguarde o início do trabalho de parto, a fim de evitar um nascimento prematuro. Mas independente do tipo de parto, o importante é que a gestante se prepare ao longo da gestação, física e psicologicamente. Um dos caminhos mais buscados para isso é o pilates para gestantes, que fornece todo o suporte necessário para as mudanças corporais – e também o suporte psicológico, já que ela entrará em contato com outras mulheres e outras mães.

Uma rede de contatos que ajuda

rede-de-contato-grávidaO contato com outras mulheres, sejam elas mães ou não, é sempre benéfico para a gestante. A troca de experiências é importante para que ela possa embasar a própria gestação, compartilhando dificuldades, alegrias, tirando algumas dúvidas e até mesmo trocando informações sobre médicos e outros especialistas. Mesmo que se forme apenas uma simples “roda de comadres” que se resuma a meras fofoquinhas e trivialidades, o momento descontrai e relaxa a gestante, aliviando tensões musculares que ela possas ter acumulado ao longo do dia por um motivo qualquer.

Já a ginástica nos estúdios de pilates para gestantes dão ao corpo da gestante o suporte necessário para que a adaptação ao ganho de peso e à mudança do centro de gravidade seja mais fácil e menos dolorida. Algumas mulheres relatam dores na coluna e nas pernas devido a estas rápidas mudanças; algumas vezes estas dores estão relacionadas ao sedentarismo da gestante, outras a problemas de ordem ortopédica (desvios de coluna, problemas articulares, sobrepeso,  etc.). Com a prática regular, restabelece-se o equilíbrio do corpo como um todo, minimizando as dores mais recorrentes (ou mesmo eliminando-as) e previne-se o aparecimento de novos problemas, especialmente os relacionados às mudanças corporais trazidas pela gestação. A presença de outras gestantes na mesma sessão ajuda na prática de exercícios mais difíceis através do estímulo positivo entre elas, além de reduzir a possibilidade de desistência e abandono do tratamento.

E no pós-parto?

estúdios-de-pilates-gestação.É comum o pensamento e que o pilates para gestantes só tem serventia para este período da vida e que, após o nascimento da criança ele é desnecessário. Na verdade, continuar com as sessões de exercícios é altamente benéfico para a mãe. Durante a gestação, o corpo passou por uma série de transformações por nove meses – mas o parto representou uma mudança extrema e brusca. De uma vez só, a mãe perdeu no mínimo cinco quilos que estavam localizados em seu ventre. É comum que ela tenha dificuldades para caminhar após o parto devido à nova realidade de seu centro de gravidade. A coluna arqueada para trás já não é mais necessária mas o corpo não se dá conta disso de imediato. A força realizada pelas pernas para a locomoção durante a gestação já não é necessária, pois vários quilos simplesmente desapareceram daquele corpo.

Obviamente é necessário um tempo de recuperação – tempo este definido pelo obstetra – mas, após este período, a mulher pode retornar ao pilates para ajudar o processo de recuperação de seu organismo. Além do mais, os exercícios voltados para seu abdome ajudarão em sua retração, além de afinar a silhueta mais rapidamente. Mas atenção: se seu parto tiver sido cirúrgico, converse com o médico antes para saber quando você pode voltar a fazer estas atividades.

Estar em forma para a gestação, o parto e o pós-parto deixa a mulher pronta para o que der e vier – inclusive para os cuidados com seu lindo bebê. É uma boa razão para deixar o sedentarismo de lado, não é?