Em forma pra vida

Em forma pra vida

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O corpo humano é, sem dúvida, uma das máquinas mais engenhosas já concebidas. Tudo neste organismo se relaciona com tudo: do cérebro às unhas dos pés, cada função de cada órgão está intimamente ligada às funções dos outros órgãos, mesmo que aparentemente não tenham relação alguma. Nesse exemplo, uma unha encravada no dedão do pé faz soar um alerta no cérebro, indicando que tem algo errado acontecendo ali. O cérebro, então, ordena um ataque massivo de células de defesa, nossos glóbulos brancos presentes no sangue, àquela inflamação. O local fica inchado, avermelhado, devido à batalha ali travada – e às vezes a coisa fica tão feia que nossa temperatura corporal se eleva. O dedo incha, provocando um incômodo para pisar – e isso é de propósito, exatamente para que não pioremos a situação andando como se não houvesse nada de mais acontecendo. O mecanismo interessantíssimo da dor é sempre um alarme que indica que tem coisa errada aí.

Mas nem toda dor acontece quando tem algum problema acontecendo. As dores do parto, por exemplo, indicam o acontecimento de uma coisa maravilhosa: o filho está chegando ao mundo após nove meses de intensa multiplicação e organização celular no interior do ventre da mãe. Estudos indicam que o momento certo de nascer é indicado pelo cérebro da criança, o qual, através do envio de hormônios pelo cordão umbilical, dispara a produção de ocitocina do corpo da mãe, o que inicia o trabalho de parto. Aliás, este é um dos motivos pelos quais se defende que, mesmo se a mãe optar por parto cesariana, que ela ao menos aguarde o início do trabalho de parto, a fim de evitar um nascimento prematuro. Mas independente do tipo de parto, o importante é que a gestante se prepare ao longo da gestação, física e psicologicamente. Um dos caminhos mais buscados para isso é o pilates para gestantes, que fornece todo o suporte necessário para as mudanças corporais – e também o suporte psicológico, já que ela entrará em contato com outras mulheres e outras mães.

Uma rede de contatos que ajuda

rede-de-contato-grávidaO contato com outras mulheres, sejam elas mães ou não, é sempre benéfico para a gestante. A troca de experiências é importante para que ela possa embasar a própria gestação, compartilhando dificuldades, alegrias, tirando algumas dúvidas e até mesmo trocando informações sobre médicos e outros especialistas. Mesmo que se forme apenas uma simples “roda de comadres” que se resuma a meras fofoquinhas e trivialidades, o momento descontrai e relaxa a gestante, aliviando tensões musculares que ela possas ter acumulado ao longo do dia por um motivo qualquer.

Já a ginástica nos estúdios de pilates para gestantes dão ao corpo da gestante o suporte necessário para que a adaptação ao ganho de peso e à mudança do centro de gravidade seja mais fácil e menos dolorida. Algumas mulheres relatam dores na coluna e nas pernas devido a estas rápidas mudanças; algumas vezes estas dores estão relacionadas ao sedentarismo da gestante, outras a problemas de ordem ortopédica (desvios de coluna, problemas articulares, sobrepeso,  etc.). Com a prática regular, restabelece-se o equilíbrio do corpo como um todo, minimizando as dores mais recorrentes (ou mesmo eliminando-as) e previne-se o aparecimento de novos problemas, especialmente os relacionados às mudanças corporais trazidas pela gestação. A presença de outras gestantes na mesma sessão ajuda na prática de exercícios mais difíceis através do estímulo positivo entre elas, além de reduzir a possibilidade de desistência e abandono do tratamento.

E no pós-parto?

estúdios-de-pilates-gestação.É comum o pensamento e que o pilates para gestantes só tem serventia para este período da vida e que, após o nascimento da criança ele é desnecessário. Na verdade, continuar com as sessões de exercícios é altamente benéfico para a mãe. Durante a gestação, o corpo passou por uma série de transformações por nove meses – mas o parto representou uma mudança extrema e brusca. De uma vez só, a mãe perdeu no mínimo cinco quilos que estavam localizados em seu ventre. É comum que ela tenha dificuldades para caminhar após o parto devido à nova realidade de seu centro de gravidade. A coluna arqueada para trás já não é mais necessária mas o corpo não se dá conta disso de imediato. A força realizada pelas pernas para a locomoção durante a gestação já não é necessária, pois vários quilos simplesmente desapareceram daquele corpo.

Obviamente é necessário um tempo de recuperação – tempo este definido pelo obstetra – mas, após este período, a mulher pode retornar ao pilates para ajudar o processo de recuperação de seu organismo. Além do mais, os exercícios voltados para seu abdome ajudarão em sua retração, além de afinar a silhueta mais rapidamente. Mas atenção: se seu parto tiver sido cirúrgico, converse com o médico antes para saber quando você pode voltar a fazer estas atividades.

Estar em forma para a gestação, o parto e o pós-parto deixa a mulher pronta para o que der e vier – inclusive para os cuidados com seu lindo bebê. É uma boa razão para deixar o sedentarismo de lado, não é?

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