Diferenciais em academias de ginástica

Diferenciais em academias de ginástica

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Estamos vivendo um momento de grande valorização do corpo. Seja pela estética, seja pela saúde – ou ainda por ambos -, a frequentação das academias é sempre grande, independente da localização das mesmas. Homens e mulheres de todas as idades e com todo tipo de objetivos inseriram os exercícios físicos orientados em suas rotinas diárias, mas já se nota a presença de públicos mais específicos como idosos, adolescentes e gestantes entre os aparelhos.

Na verdade, esse público específico habitualmente precisa de acompanhamento diferenciado devido às suas peculiaridades. Os idosos, por terem os ossos e a musculatura enfraquecidos pela ação do tempo sobre seus hormônios e também sobre seu vigor físico, nem sempre podem progredir da mesma maneira que um jovem adulto. Por isso, deve receber acompanhamento diferente dos demais praticantes. Também os adolescentes devem receber atenção extra, já que seu físico ainda não está plenamente consolidado e as lesões sofridas podem acarretar sequelas permanentes. E já as gestantes, devido à sua condição, costumam ser direcionadas para a modalidade de pilates para gestantes, uma série de exercícios especificamente desenvolvida para elas e de acordo com cada fase gestacional.

Especialidades de valor

É consenso que o comércio sempre busca atender, prioritariamente, ao grande público, padronizado, com gostos e necessidades parecidos; isso facilita a organização da cesta de produtos e serviços que oferecerão. Porém, em época de valorização do que é diferente e dos pensamentos e necessidades divergentes, atender ao que não é “padrão” se tornou uma maneira de diferenciar-se da concorrência.

As-academias-costumavam-ter-uma-estrutura-padronizada-com-as-outras.As academias, até pouco tempo atrás, só diferiam na cor do logo e no nome; por dentro, encontravam-se os mesmos aparelhos de ginástica, as mesmas cargas (pesos) e os mesmos tipos de modalidade de exercícios (em geral, esteira, musculação, séries aeróbicas e alguma modalidade de dança). Isso mantinha clientes específicos à margem das academias, como os idosos e as gestantes, frequentemente impedidos de frequentá-las por não haver profissional capacitado para acompanhá-los.

Agora, isso mudou – pelo menos nas melhores academias. O diferencial que importa não é mais o visual dos aparelhos comprados mas, sim, o tipo de profissional contratado. Além daqueles educadores físicos que orientam a maioria dos frequentadores, existem agora aqueles que se especializam em atividade física para a 3ª idade, além de especialistas em ginástica para adolescentes e também para gestantes (em geral, fisioterapeutas).

Assim, o que antes parecia um “gasto” sem retorno para os donos das academias, agora se provou lucrativo, já que esse tipo de diferencial atraiu um público com necessidades específicas de atividade física (muitas vezes por orientação médica) e que muitas vezes pode pagar um pouco mais por este serviço diferenciado. Se saem satisfeitos daquela academia, fazem a melhor propaganda do mundo lá fora, e de graça: o famoso boca-a-boca.

E a estrutura? Mesma coisa?

A-estrutura-da-academia-fará-toda-diferença-no-resultado-com-o-seu-corpo.Seria uma injustiça dizer que a estrutura não faz diferença, porque faz sim. Uma das características típicas de academias que espantam clientes é o espaço interno. Uma academia que “empilha” muitos aparelhos em um espaço pequeno normalmente desagrada à maioria deles, já que transmite a sensação de lugar fechado, claustrofóbico. Além do mais, esta atitude dificulta a circulação do ar no interior, aumentando muito a temperatura interna – sem contar na difusão daquele cheirinho de suor desagradável dos praticantes.

O espaço interno ideal permite que os aparelhos sejam organizados com pelo menos meio metro entre eles e formando corredores por onde ao menos três pessoas consigam trafegar sem dar trombadas. E se há espaço para que as pessoas transitem com liberdade, certamente há também para o fluxo de ar.

Algumas academias vêm usando aparelhos de ar-condicionado para deixar a temperatura interna mais confortável, especialmente em dias de muito calor. Entretanto, o que é visto como diferencial positivo pode se converter numa má ideia. O praticante não percebe mas, ao estressar a musculatura durante um exercício mais pesado, seu corpo direciona muito de sua energia para a reconstrução de fibras musculares lesadas (a chamada fase de “recuperação”) e, por causa disso, seu sistema imunológico fica temporariamente debilitado. Como um aparelho de ar-condicionado refrigera o ar do interior do ambiente, sem reciclá-lo com o ar externo, todas as bactérias ali presentes se mantém em constante circulação pelo ambiente. O resultado pode ser uma gripe generalizada entre vários praticantes daquela academia, ou outras doenças infectocontagiosas mais sérias.

Outros aspectos importantes são a iluminação e o som. Ambientes mal iluminados podem desestimular o exercício, por induzirem à sonolência (além de forçarem muito a vista). Além do mais, podem dificultar na hora de alterar os pesos dos aparelhos, já que muitas vezes esses pesos são de cor escura e trazem a indicação do peso em baixo-relevo. O som, normalmente músicas eletrônicas ou rock, devem estar em um volume confortável para que os praticantes o escutem e sejam estimulados por ele, porém não deve estar tão alto a ponto de precisarem conversar aos berros. A música alta demais, além de provocar danos de longo prazo aos ouvidos, podem provocar dores de cabeça e irritação. A observação rigorosa destes quesitos (luz e som) pode se tornar um importante diferencial da academia.

Todos estes são detalhes em série que merecem atenção especial, especialmente se o objetivo é destacar uma academia entre as demais.

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