Benefícios do pilates: triunfo de uma individualidade

Benefícios do pilates: triunfo de uma individualidade

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Bola de Pilates

Várias são as disciplinas ligadas ao corpo: ginástica, boxe, kung-fu, capoeira, jiu-jitsu entre outras. Todas elas foram projetadas para um tempo em que a coletividade era uma presença marcante na vivência da humanidade, sejam por pela constante rotina de trabalho, falta de espaço e de recursos financeiros. Todas essas disciplinas, talvez com exceção do boxe, foram de matriz campesina. Mas a ascensão da cidade fundou a possibilidade de uma nova individualidade, e é claro que uma disciplina física deveria atender tal demanda.

Joseph Pilates em sua adolescência (por volta do final do século XIX e começo do XX) desenvolveu a técnica de maneira autodidata com a consulta (provavelmente) de livros sobre fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental.  Essa feliz união entre uma clássica base de pensamento ocidental (o corpo) com a certeza de que a superação de si é algo que só pode ser traçado pelo principal indivíduo envolvido (o eu sobre o pensamento oriental) deu base a alguém que necessitava superar as dores que o assolavam não só no presente, mas também no futuro: quando criança Pilates, era doente que padecia de raquitismo, asma e febre reumática em sua adolescência era assombrado por um futuro numa cadeira de rodas.

Por dentro do problema

A fisiologia (do grego physis = natureza, função ou funcionamento; e logos = palavra ou estudo) é a divisão da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. A fisiologia humana se dedica ao estudo dessas funções especificamente nos seres humanas. Pilates sofria de raquitismo, asma e febre reumática, ou seja, seu corpo não respirava e se firmava.

Errado

Se ele tivesse pensado assim não haveria uma saída para sua condição. Muito do que consideramos como “doenças” são apenas funções corporais que fogem ao funcionamento dito
“normal”, ou seja, a maioria das pessoas dos quais estamos cercados.  Ai entra o outro postulado que fez com que este homem se repensasse.

O problema por dentro

De modo geral as diversas medicinas orientais (porque os orientes e ocidentes das pessoas e consequentemente do mundo são mais variados do pensamos) toma por base a teoria da energia vital do corpo (chi na China ou Ki no Japão, para citar duas vertentes) que abraça e percorre o corpo através de canais, chamados de meridianos, os quais teriam ramificações que os conectariam aos órgãos. Exemplo disso são as considerações acerca “corpo” e “doença”, empregados pela Medicina Tradicional Chinesa se baseiam em conhecimentos de uma cultura pré-científica, análoga à teoria europeia dos humores até a chegada das analises médicas atuais do século 19. Pensemos: essas pesquisas partiam de uma constante uniformização da saúde e da noção de corpo. Mas e quando essas tais ideias vem a ser uma futura condenação à dor? Ai se apela a outros princípios.

Não é que você está doente ou defeituoso, apenas está em uma situação diferente da maioria que o cerca. Um célebre alemão disse certa vez que “o que não me mata, me torna mais forte” (ele também vítima de doenças crônicas): por mais estranho que pareça não são as vantagens que nos mostram nossa individualidade, mas sim, como resolvemos os problemas mais íntimos que caracterizam a nossa existência.

Pilates encontrou em sua dor a individualidade para superá-la. E foi oriental o suficiente para transformá-la em uma técnica para que possamos também superamos a nossa. Em nossa vida todas as sentenças têm seus parênteses (aproveite).

 

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