Atividade esportiva? Vá ao médico antes

Atividade esportiva? Vá ao médico antes

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Em nenhum lugar do mundo isso é segredo, mais: atividade física faz bem pro corpo e pra mente, é ou não é? Mesmo quem moooorre de preguiça de fazer uma simples caminhada precisa reconhecer isso, mesmo que não goste. É porque é verdade mesmo: o exercício físico acelera o ritmo cardíaco (temporariamente, vale lembrar), eleva o metabolismo, evita o acúmulo de gorduras, queima as gordurinhas a mais, aumenta a produção de endorfinas (que dão uma onda gostosa de bem-estar) e muitas outras vantagens.

Todo exercício faz bem, mas é necessário – de verdade – que se procure por um médico antes de começar qualquer um. Pessoas aparentemente saudáveis podem escondem problemas de saúde importantes que elas mesmas não sabem que têm; afinal, quantas vezes já ouvimos a notícia de que um jogador profissional teve uma parada cardíaca em pleno jogo, por exemplo? Mesmo em jogos amadores, campinhos de pelada e quadras de clube, de vez em quando acontece uma fatalidade como essa. Na maioria das vezes, o esportista fazia uma atividade acima de suas condições físicas, ou tinha um problema de saúde que normalmente o impediria de praticar um exercício mais puxado.

Reduzindo os riscos

A-consulta-médica-será-fundamental-para-receber-instruções-sobre-qualquer-tipo-de-atividade.Por isso, a primeira coisa é procurar um médico e “dar uma geral”; pode ser um clínico geral ou um cardiologista. Diga que pretende praticar exercícios físicos (se já souber o tipo, informe também) e que quer saber se está tudo em ordem. Ele pedirá uma série de exames de rotina, como exames de sangue, talvez urina e fezes, talvez até radiografias para ver a situação das articulações. É importante que você informe a ele sobre doenças que você já tenha manifestado, crônicas ou não, e se usa algum tipo de medicamento de forma permanente. São dados importantes que ele vai juntar àqueles fornecidos pelos exames – e só então ele poderá dizer se está tudo liberado ou se há alguma restrição. Se ele achar melhor, pode encaminhar você a um especialista de outra área, por exemplo um ortopedista ou pneumologista. Se a paciente for gestante, pode ser que ela seja encaminhada para uma academia de pilates para gestantes, que é sempre preferível para mulheres com pouco hábito prévio de se exercitar.

“Mas pra que isso tudo, se até os profissionais têm problemas em pleno jogo??” Simples: esses casos são exceção. Muitos são os jogadores que ficam presos na peneira dos exames médicos, e nunca chegam a entrar em campo pois são dispensados de cara, dependendo do problema encontrado. Casos assim não são noticiados – até porque não há necessidade mesmo -, mas as mortes ocorridas em campo sempre assustam exatamente porque o rigor desses exames é bem conhecido. Então, pensamos: “mas como pode, se ele sempre fez exames médicos?”. São as exceções à regra. Algumas doenças ficam latentes e tão bem escondidas que, quando o jogador passa por um exame antes delas se manifestarem, não se encontra nenhum sinal delas. Covardia, não é?

Mas para nossa “sorte”, a maioria dos casos é detectável com exames de rotina, e logo tomamos conhecimento deles. Pode ser ruim descobrirmos uma doença que nos impeça de fazer certos exercícios, mas devemos ver a situação por outro lado: o que poderia acontecer se eu não tivesse descoberto isso antes? Muitas pessoas têm medo de ir a um consultório e descobrir que tem um problema de saúde, mas é melhor saber cedo para poder cuidar e controlar cedo também, não é? Assim, diminui-se o risco de ter complicações lá na frente porque sempre viveu como se não tivesse problema algum.

Confiança é tudo

Confiança-no-profissional-é-o-ponto-mais-importante-de-tudo.Esse talvez seja um dos pontos mais complicados: a confiança no médico que deu o diagnóstico. É hábito geral pedir informações e opiniões sobre um médico ou outro e, invariavelmente, recebemos informações opostas sobre eles. “Nossa, ele é muito bom! Indico ele sem medo!” ou “Dr. Fulano?? Nossa, corre dele, que ele quase operou o braço errado da minha tia”. E por aí vai. Mas acima dessas opiniões, é importante que VOCÊ sinta segurança no profissional – afinal é você quem está sendo atendido, não é?

Um bom médico deixa claro com suas palavra que tem domínio daquela especialidade e daquele assunto – e vai ser honesto o suficiente para encaminhá-lo a outro profissional se perceber que não está apto para aquele caso em particular. Isso não é sinal de incompetência mas, sim, de respeito como paciente (já pensou se ele resolve se aventurar no seu tratamento??). Porém, se você sentir uma pontada de insegurança, não hesite em procurar outro médico da mesma especialidade. Confronte o diagnóstico dos dois para ver se acha diferenças IMPORTANTES (pequenas diferenças são comuns). Um exemplo: um ortopedista recomenda que você faça natação e o outro diz que você está terminantemente proibido. Hein?? Como assim?? Melhor procurar um terceiro…

O importante é prevenir problemas e sempre buscar orientação médica antes de começar qualquer atividade física, mesmo que você se sinta bem. Assim você se garante melhor e se sente à vontade para “se jogar” no esporte!

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